Publicidade

Privatização da Petrobras: quem é a favor e quem é contra

Presidente do PSDB e pré-candidato à Presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou, durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que é favorável à privatização da Petrobras. O governador defendeu, contudo, que é preciso discutir a modelagem para a realizar a operação. 

Recentemente, Alckmin já havia afirmado que vários setores da Petrobras poderiam ser privatizados caso ele vença a disputa pelo Palácio do Planalto. “Muitos setores da Petrobras podem ser privatizados. Inúmeras áreas que não são o ‘core’, o centro objetivo da empresa, tudo [isso] pode ser privatizado. Se tivermos um bom marco regulatório, até pode, no futuro, privatizar tudo”,afirmou Alckmin em Brasília. Na capital federal, o tucano participou de reunião com representantes de setores da indústria na sede do Sinduscon local.

Em janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que é “por princípio” favorável a privatização da Petrobras. Meirelles lembrou, contudo, que este não é o momento adequado para a pauta, já que o Congresso já vem dando sinais de resistência ao projeto privatização da Eletrobrás. 

“A Petrobras é ícone da sociedade brasileira desde os anos 50. Por princípio, sou a favor da privatização (da Petrobras)…. Evidentemente que tudo isso tem que ser feito paulatinamente”, disse o ministro da Fazenda. 

Meirelles, que é filado ao PSD, tem dito que vai decidir em abril se será ou não candidato à presidência este ano. O ministro deve aguardar os resultados das políticas econômicas para analisar sua participação ou não na corrida eleitoral de 2018. 

 

A Petrobras estará certamente no centro da disputa eleitoral pela Presidência da República em 2018. Seja pelo sua nova política de preços de combustíveis, que tem provocado duras críticas de políticos da base e da oposição, ou seja pelos escândalos apurados pela Operação Lava Jato.

A privatização da estatal já foi até mesmo defendida pelo atual ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (sem partido/PE). Não como uma medida para o governo atual, mas que terá que ser discutida e colocada em pauta por governos futuros.

O modelo de exploração do pré-sal, criado no governo Lula, mantido por Dilma Rousseff, e alterado agora por Michel Temer, também deve pautar as discussões da campanha no setor de energia. O papel da Petrobras nesse desenvolvimento foi e deve continuar sendo tema dos debates políticos durante as eleições.


Abaixo, um panorama das posições dos pré ou possíveis candidatos sobre a privatização da Petrobras

Lula

O ex-presidente Lula defende a atuação da Petrobras como motor da economia e do desenvolvimento social do país. Já afirmou diversas vezes que a recuperação da crise econômica do Brasil passa pela recuperação da estatal. Lula defende a política de conteúdo local e investimentos em ciência e tecnologia subsidiados pela petroleira e também é crítico da política de preços de combustíveis implementada no governo Temer.

Geraldo Alckmin

Presidente do PSDB e pré-candidato à Presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou, durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que é favorável à privatização da Petrobras. O governador defendeu, contudo, que é preciso discutir a modelagem para a realizar a operação. 

Recentemente, Alckmin já havia afirmado que vários setores da Petrobras poderiam ser privatizados caso ele vença a disputa pelo Palácio do Planalto. “Muitos setores da Petrobras podem ser privatizados. Inúmeras áreas que não são o ‘core’, o centro objetivo da empresa, tudo [isso] pode ser privatizado. Se tivermos um bom marco regulatório, até pode, no futuro, privatizar tudo”,afirmou Alckmin em Brasília. Na capital federal, o tucano participou de reunião com representantes de setores da indústria na sede do Sinduscon local.

No começo de janeiro, o governador de São Paulo defendeu pela primeira vez abertamente a privatização da estatal. Alguns interpretaram o movimento como uma aproximação do pré-candidato – que está com pouca intenção de votos – com eleitores liberais. 

Rodrigo Maia

 Presidente da Câmara e hoje o maior expoente do DEM na política nacional, o deputado Rodrigo Maia ainda não afirmou se será ou não candidato à presidência. Seu partido, contudo, tem defendido uma agenda de votações no Congresso ligada ao que parlamentares da sigla chamam de desburocratização do setor. Maia não é claro sobre a possibilidade de privatização da Petrobras.

No fim do ano passado, Maia conseguiu o apoio do Planalto para votar um projeto que encerraria o modelo de partilha na produção de petróleo e gás natural nas áreas do pré-sal. Para Maia o Brasil perde em arrecadação com o modelo de partilha e deveria adotar o modelo de concessão para as áreas.


Marina Silva

A ex-senadora pelo Acre precisou pôr em campo sua equipe de comunicação quando, na campanha de 2014, uma rede de boatos na internet se formou em torno da afirmação de quem ela venderia a Petrobras caso chegasse à presidência. A então candidata se defendeu afirmando que considera a Petrobras “um patrimônio do povo brasileiro”. Marina também acusou o PT de “destruir” a empresa com a estrutura de corrupção descoberta pela Operação Lava Jato na companhia.

No ano passado a provável candidata pelo Rede afirmou que as eleições de 2014 foram ganhas pelo PT com “dinheiro desviado da Petrobras”.

Jair Bolsonaro

O deputado federal e pré-candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, defendeu  a privatização da Petrobras com uma cláusula de golden share. Bolsonaro participou de sabatina no programa RedeTV! News, da Rede TV. “De acordo com o modelo você pode ser favorável a isso. A questão é ter golden share. E você tem que ver sim para que capital você vai passar aquela empresa. Tem certos países que não admitem a livre iniciativa e estão comprando grande parte do Brasil”, disse o parlamentar, numa referência  a investimentos chineses no país.

 

Álvaro Dias

O senador Álvaro Dias (PODEMOS/PR) é outro político que pretende disputar a eleição presidencial de 2018. Em seu twitter, o senador afirmou no fim do ano passado que “é contra a privatização da Petrobras” pois, segundo ele, a companhia “só dá lucro ao país”. O senador, contudo, defende privatizações e a redução do tamanho do estado. 



Guilherme Serodio é editor de Política da E&P Brasil

Comentários no Facebook

Saiba mais