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Petrobras vai retomar o Comperj com chineses da CNPC. Barra Energia deixa Carcará

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira que assinou uma carta de intenções com a China National Petroleum Corporation (CNPC) para avaliar a conclusão da refinaria do Comperj,em Itaboraí, no Rio de Janeiro, e uma participação da chinesa no projeto do complexo do campo de Marlim, que abrange os campos de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, todos na Bacia de Campos.

Quando concluída, a parceria permitirá utilizar o óleo pesado produzido no complexo de Marlim para processamento na Refinaria do Comperj, que conta com infraestrutura adequada para este tipo de petróleo.  As obras da refinaria foram interrompidas em 2015 com mais de 80% do projeto pronto. A parceria poderá viabilizar os investimentos necessários para sua retomada e conclusão.

“Damos hoje mais um passo na busca de parceiros para concluir a refinaria do Comperj, ao mesmo tempo em que garantimos novos investimentos e a revitalização do campo de Marlim. Para mim, é mais uma demonstração de como uma Petrobras financeiramente saudável e equilibrada pode ter um impacto positivo para a sociedade brasileira e todos os seus acionistas”, disse o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro.

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Oito campos que podem ter contratos prorrogados pela ANP

Em março,  a Petrobras contratou o consórcio Shandong Kerui e Método Potencial para a retomada das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Comperj. O contrato é avaliado em cerca de R$ 2 bilhões. A meta é que a unidade esteja operacional até 2020, com capacidade para processar até 21 milhões de m3 por dia de gás natural.

A retomada do projeto é fundamental para a Petrobras, que precisa da UPGN para poder escoar o gás natural que será produzido em Mero e em outros campos do pré-sal da Bacia de Santos, que já a maior produtora de gás natural do país. De acordo com dados da ANP, foram produzidos na região 57,4 milhões de m3 por dia de gás natural em janeiro.

Quantas (e quais) são as parcerias estratégicas da Petrobras?

Galp

A Petrobras e a Galp assinaram em 11 de outubro de 2016 memorando de entendimento com o objetivo de expandir a cooperação entre as duas companhias, consolidando sua aliança estratégica. Estudam potenciais sociedades na exploração, desenvolvimento da produção e infraestrutura de óleo e gás, em regiões de interesse comum em todo o mundo. Esse acordo inclui também um programa conjunto de treinamento e pesquisa com foco em reservatórios carbonáticos em águas profundas.

 BP

Em 31 de outubro de 2017, a Petrobras e a BP assinaram uma Carta de Intenções (LOI) para identificar e avaliar juntas oportunidades de negócio em ativos ou empreendimentos no Brasil e no exterior, que incluem cooperação nas áreas de exploração & produção, refino, transporte e comercialização de gás, GNL, trading de petróleo, lubrificantes, combustível de aviação, geração e distribuição de energia, renováveis, tecnologia e iniciativas de baixa emissão de carbono, visando o desenvolvimento de uma potencial aliança estratégica entre as companhias

As empresas participaram juntas da 3a rodada de licitação da ANP para o pré-sal comprando os direitos de exploração e produção para o bloco Alto de Cabo Frio Central, em um consórcio 50%-50%, e para o bloco Peroba, juntamente com a CNODC, subsidiária da CNPC, em um consórcio 40% Petrobras, 40% BP e 20% CNODC.

Statoil

A Petrobras e a estatal norueguesa de petróleo, a Statoil, assinaram em 29 de setembro de 2017, um Acordo Preliminar para a avaliar oportunidades de cooperação alinhadas às suas estratégias empresariais. As duas pretendem trabalhar em parceria com o objetivo de ampliar as reservas de campos maduros em águas profundas, com foco inicial na região do pós-sal da Bacia de Campos.

As duas petroleiras, que já são parceiras em dez blocos em fase de exploração no Brasil, pretendem otimizar o aproveitamento do gás natural, incluindo a área do BM-C-33, no qual a Statoil é a operadora. Assim, o acordo também contempla os princípios gerais para o compartilhamento da infraestrutura de gás da Bacia de Campos.

 CNPC 

A Petrobras e a chinesa CNPC assinaram em 4 de julho de 2017 um Memorando de Entendimento para iniciar uma parceria estratégica. As empresas se comprometeram a avaliar, conjuntamente, oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo, beneficiando-se de suas capacidades e experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás, incluindo potencial estruturação de financiamento.

A CNPC é sócia da Petrobras no projeto de Libra, primeira área de partilha da produção do país e que teve sua produção iniciada em novembro, e também participou com a BP e a própria Petrobras, do consórcio que comprou no 3o leilão do pre-sal o bloco de Peroba, na Bacia de Santos.

Total 

Em 21 de dezembro de 2016, a Petrobras e a Total assinaram um Acordo Geral de Colaboração (Master Agreement), dois meses depois de anunciar um memorando de entendimento para estudarem oportunidades conjuntas. No acordo, a Total fez sua chegada nos projetos de pré-sal do país e se tornou a primeira petroleira privada a operar produção no pré-sal da Bacia de Santos, em uma séria de negócios que demandou investimentos de US$ 2,2 bilhões pela petroleira francesa.

Os contratos fechados foram:

. Cessão de direitos de 22,5% da Petrobras para a Total, na área da concessão denominada Iara (campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, que estão sujeitos a acordos de unitização com a área denominada Entorno de Iara, sob regime de cessão onerosa, na qual a Petrobras detém 100% de participação), no Bloco BM-S-11. A Petrobras continuará como operadora e a deter a maior participação nessa área, com 42,5%.

– Cessão de direitos de 35% da Petrobras para a Total, assim como a operação, na área da concessão do campo de Lapa, no Bloco BM-S-9, ficando a Petrobras com 10%. O campo de Lapa encontra-se em fase de produção, tendo iniciado sua operação em dezembro de 2016.

– Venda de 50% de participação da Petrobras para a Total na Termobahia, incluindo as térmicas Rômulo de Almeida e Celso Furtado, localizadas na Bahia. As duas térmicas estão ligadas ao terminal de regaseificação, localizado em São Francisco do Conde, na Bahia, onde a Total terá acesso à capacidade de regaseificação visando o suprimento de gás para as térmicas.As companhias se comprometeram também a aprofundar suas atividades conjuntas no exterior, tendo a Petrobras a opção de assumir uma participação na área de Perdido Foldbelt, no setor mexicano do Golfo do México.

Barra Energia deixa Carcará

A Equinor anunciou nesta quarta-feira uma nova reorganização societária no projeto de Carcará, no bloco exploratório BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos. A petroleira norueguesa está comprando por US$ 379 milhões a participação de 10% da Barra Energia e vendendo 3% dessa participação para a Petrogal, parceria entre a Galp e a Sinopec, por c.$114 milhões.

Segunda reorganização. Esta é a segunda reorganização societária que a Equinor faz no projeto após comprar 66% da participação da Petrobras em Carcará em 2016. Em outubro do ano passado, logo após arrematar a área de Norte de Carcará, no 2o leilão do pré-sal, o consórcio formado entre Equinor, ExxonMobil e Petrogal informou que a Equinor vendeu para a ExxonMobil 33% do projeto por US$ 1,3 bilhão. Além disso, acertou a venda de 3,5% e 3%, respectivamente, da parcela de 10% que comprou da Queiroz Galvão E&P na área para a ExxonMobil e Galp, operação que movimentou mais US$ 250 milhões.

E como ficam os projetos?

Johan Sverdrup brasileiro. A Equinor pretende iniciar a produção da descoberta de Carcará entre 2023 e 2024. A empresa está perfurando um poço na região. Um acordo com a Seadrill prevê a utilização da sonda West Saturn para a perfuração de um poço e a realização de um teste de formação.

Brasil no foco. Na última semana, o CEO da Equinor , Eldar Sætre, esteve no Brasil e se reuniu com o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, no Rio de Janeiro. Também esteve com o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, e diretores da petroleira. 

Além do pré-sal. A Equinor possui atualmente produção na área de Peregrino, na Bacia de Campos, e também é sócia, com 25% de participação, no projeto de Roncador, no pós-sal da Bacia de Campos. A empresa também está investindo em energia solar fotovoltaica no Brasil e na Argentina.




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