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Sete plataformas que a Petrobras vai contratar até 2022

O FPSO Pioneiro de Libra começou a produzir no último mês no campo de Mero
O FPSO Pioneiro de Libra, afretado com a OOGTK, começou a produzir no último mês no campo de Mero

A instalação de um sistema definitivo para a produção de petróleo e gás em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas é a única novidade nos projetos a serem contratados nos próximos cinco anos pela Petrobras. Como era previsto, a empresa adiou para 2021 os projetos de Búzios 5 e a primeira unidade de produção do projeto de revitalização do campo de Marlim. A empresa já havia adiado para 2021 os projetos de Libra 1 e Sépia, contratados recentemente com a Modec. 

Pela primeira vez em anos a Petrobras tem um planejamento prevendo um ano sem entrada em operação de nenhuma plataforma. Em 2020, a empresa não colocará nenhum sistema de produção em operação. De 2018 até 2022, serão ao todo 19 novas unidades de produção, sendo 18 no Brasil e uma no campo de Egina, operado pela Total na Nigéria.

Dos 18 FPSOs que entram em operação no Brasil nos próximos cinco anos, oito são unidades próprias e entram em operação entre 2018 e 2019. Para o próximo ano está previsto também o FPSO Cidade de Campos dos Goyatacazes, que vai produzir no campo de Tartaruga Verde e foi afretado com a Modec. A unidade, de acordo com a Petrobras, tem 99% de seu cronograma cumprido hoje. 

 

Outros nove FPSOs entram em operação entre 2021 e 2022. Dois deles já estão contratados e outros sete ainda serão licitados.

Veja abaixo um panorama dos projetos que ainda serão contratados pela Petrobras:

Revitalização de Marlim

A Petrobras deve licitar em 2018 o afretamento do primeiro FPSO para ser instalado no projeto de revitalização do campo de Marlim, área de águas profundas da Bacia de Campos. A empresa vai descomissionar todas as oito plataformas hoje em operação no campo e substituí-las por duas novas plataformas do tipo FPSO. O projeto envolve também o campo de Voador e não tem obrigatoriedade de conteúdo local.

Projeto Integrado do Parque das Baleias

A Petrobras pretende instalar no quatro trimestre de 2021 um novo FPSO na parte Norte do campo de Jubarte, no Parque das Baleias, na área capixaba da Bacia de Campos. A unidade faz parte do Projeto Integrado do Parque das Baleias, que pretende otimizar a malha de drenagem para aumentar o fator de recuperação da província petrolífera.

Mero 2

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A Petrobras assinou no último dia 14 contrato com a Modec para o fornecimento do primeiro sistema definitivo para o campo de Mero, antiga área de Libra, primeira da partilha da produção do pré-sal da Bacia de Santos. O FPSO terá capacidade para produzir 180 mil barris por dia de petróleo e terá a maior planta de processamento de gás já instalada no Brasil, com capacidade para 12 milhões de m3/dia de gás natural.

A expectativa é que a contratação da segunda unidade aconteça durante o ano de 2018. A plataforma Mero 2 terá as mesmas características técnicas de Mero 1 e deve entrar em operação em 2022, último ano do plano de negócios da empresa.

Búzios 5

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A Petrobras adiou para 12 de janeiro a entrega das propostas na licitação para afretamento do FPSO Búzios 5. O FPSO terá capacidade para produzir 180 mil barris por dia de petróleo e comprimir 6 milhões de m3/dia de gás natural. O primeiro óleo do projeto está previsto para 2021.

Sergipe Águas Profundas 

A Petrobras vai instalar um sistema de produção definitivo em águas profundas para produzir na Bacia de Sergipe-Alagoas a partir de 2022. No próximo ano, a empresa vai realizar um Teste de Longa Duração (TLD) na descoberta de Farfan, na área do bloco exploratório SEAL-M-426. O TLD será realizado pelo FPSO BW Cidade de São Vicente, que atualmente está na Bacia de Santos, e vai durar seis meses.

Itapu

Também em 2022, a Petrobras pretende inciar a produção no sistema defintivo do campo de Itapu, no cluster do pré-sal da Bacai de Santos. O FPSO será instalado em água de 1.970 m e terá capaidade para 180 mil barris por dia. A área de Florim, como era denominado o campo de Itapu antes da declaração de comercialidade, tem óleo de 29º API

Editor-Chefe da Agência E&P Brasil

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