Oferecido por:

21 de maio de 2018

O retorno da Bacia de Campos
Por Gustavo Gaudarde e Felipe Maciel




Após dez anos sem aparecer em leilões de oferta de áreas, a Bacia de Campos volta a ter um papel central no futuro do desenvolvimento da indústria, liderando as expectativas de investimentos exploratórios. A contratação de 17 blocos nas 14ª e 15ª rodadas, além de Alto de Cabo Frio Central, na 3ª rodada de partilha, gerou investimentos estimados em R$ 1,6 bilhão, 60% do total das rodadas de 2017 e 2018, até agora.

Mapa Campos e Santos

Mapa Campos e Santos

A Bacia de Campos foi a estrela da 15ª rodada, com R$ 7,5 bilhões dos R$ 8 bilhões arrecadados em bônus de assinatura na contratação de nove blocos. Como a E&P Brasil mostrou em março, as áreas poderiam estar hoje em desenvolvimento, já que o setor SC-AP5 foi um dos retirados da 9ª rodada de licitações da ANP, em 2007, após o anúncio feito pela Petrobras da descoberta da então área de Tupi, que veio a se tornar o campo de Lula, maior produtor do país.

Na época, Petrobras, Shell, BP, Statoil (agora Equinor), Esso (hoje ExxonMobil), Chevron, Repsol e Petrogal estavam habilitadas para o leilão. Dez anos depois, essas mesmas empresas contratam as áreas de Campos nas rodadas recentes, com inclusão da Wintershall que entrou em um dos consórcios.

operadores e investimentos

operadores e investimentos

Com base nos resultados dos leilões, é possível estimar como os investimentos iniciais serão distribuídos. Os programas exploratórios mínimos (PEM) totalizam 10,8 mil unidades de trabalho (UTs) em Campos, indicando a perfuração de ao menos sete novos poços, além de contratação de sísmica e novos estudos. A área contratada, de 14,8 mil km², contudo, aponta que esse número pode ser maior.

Alto de Cabo Frio Central (Campos, operado pela Petrobras) e Alto de Cabo Frio Oeste (Santos, pela Shell) são blocos adjacentes com 5 mil km². A Petrobras apresentou ao Ibama o projeto de perfuração de até cinco poços em Alto de Cabo Frio Central e a Shell, até três poços em Alto de Cabo Frio Oeste – pelas regras do leilão de partilha, é obrigatória a perfuração de ao menos um poço em cada bloco.

Incluindo a Bacia de Santos, onde foram contratados os blocos de Alto de Cabo Frio Oeste e Peroba (3ª rodada de partilha) e o S-M-1537, pela Karoon, em águas rasas, o resultado foi uma expansão de 20 mil km² de áreas exploratória no Rio e em São Paulo.

A extensão ganha mais importância ainda quando colocada na perspectiva de que antes dos leilões, as duas bacias tinham 5 mil km² de área exploratória remanescente das 2ª, 6ª e 7ª rodadas. Excluindo os projetos da Karoon, em Santos, que já declarou a comercialidade, a área cai para 4,5 mil km², sendo 2,3 mil km² em Campos.

O resultado disso é que a exploração da Bacia de Campos praticamente estagnou. Há um projeto em fase final de avaliação, o C-M-539 (prospectos de Pão de Açúcar, Gávea e Seat), um bloco da Petrobras (C-M-535) e dois da Anadarko (C-M-61) e (C-M-101).

mapa de exploração: indicadores offshore

mapa de exploração: indicadores offshore

Entre na sua conta abaixo

Fill the forms bellow to register

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.