Demanda por poços dispara com leilões da ANP

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Equinor

Por Felipe Maciel e Gustavo Gaudarde
A demanda pela construção de poços offshore disparou no país depois da realização de quatro leilões de áreas no pré-sal e dois para áreas de concessão. São ao todo 63 novos blocos exploratórios no mar que já somam demanda para 55 poços offshore, sendo 50 somente nas áreas do pré-sal das bacias de Campos e Santos.

A epbr fez levantamento a partir dos dados públicos do Ibama para licenciamento de campanhas de perfuração de poços. Os números mostram que a ExxonMobil lidera os pedidos de perfuração de poços com 22 sendo licenciados para sete áreas, sendo uma de partilha da produção (Titã) e seis no regime de concessão.

A Shell também está licenciando mais de uma dezena de poços exploratórios. São 15 poços nas áreas de Sul de Gato do Mato, Alto de Cabo Frio Oeste, Saturno e o bloco C-M-791.

 

As petroleiras que atuam no offshore brasileiro adotaram a estratégia de iniciar o licenciamento dos poços antes mesmo de realizar campanha para aquisição ou a interpretação de dados sísmicos. A ideia é tentar ganhar tempo fazendo as duas etapas concomitantemente. O Ibama alerta, contudo, que isso pode sobrecarregar o trabalho no órgão ambiental.

Os números mostram que a atividade de perfuração exploratória offshore tende a crescer consideravelmente depois dos leilões. Neste ano, até esta sexta-feira (21/12), foram perfurados quatro poços exploratórios offshore. São dois poços em Carcará, operado pela Equinor, e dois poços offshore operados pela Petrobras, um em Peroba e outro no ES-M-596, em águas profundas do Espírito Santo.