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Venda de ativos e redução de OPEX, por Armando Cavanha

O recente anúncio de venda de ativos da Petrobras, com as 30 concessões de águas rasas, carrega consigo o desafio do OPEX proporcional.

Ao vender um ativo, todos os seus custos operacionais diretos e aqueles indiretos da estrutura mãe deveriam, ou poderiam, proporcionalmente, também serem reduzidos.
Porém, isto é bastante desafiador para uma empresa estatal e com tanta representação na economia nacional, especialmente em momento difícil do país.

As demissões voluntárias que aconteceram aparentemente não foram seletivas, não teriam dispensado recursos específicos excedentes.  Tendo sido genéricas, teriam feito a companhia perder alguns talentos e especialidade de contingentes treinados por décadas que, em um curto espaço de tempo, estariam deixando de gerar resultados para o sistema produtivo.

Apesar de que os ativos vendidos geram uma entrada de recursos importantes para reforçar o caixa e dar conta dos pagamentos de juros da dívida, deixam de gerar receitas mensais e lucros, reduzindo a capacidade de pagamento futuro.  No limite, hipoteticamente falando, vender todos os ativos significaria ter receita futura zero, evidentemente inconsistente com a existência econômica.

Quem sabe a empresa pudesse discorrer um pouco sobre esta questão em sua abordagem de venda de ativos, uma vez que o mercado precifica está dificuldade e certamente permanece em dúvida sobre os conceitos e ações tomadas a respeito do OPEX proporcional aos ativos.

Armando Cavanha é pesquisador na cavanha.com, professor convidado na FGV e IBP, moderador de eventos técnicos

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