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Shell e QPI assinam contrato de partilha no Brasil e levam áreas no México

A Comissão Nacional de Hidrocarburos do México conseguiu vender nesta quarta-feira (31/1) 19 dos 29 blocos em águas profundas ofertados na quarta etapa da Ronda 2 nas bacias de Perdido, Salina e Cordilleras Mexicanas. A Shell foi o destaque da concorrência arrematando nove das áreas, sendo cinco sozinhas, três em consórcio com a Qatar Petroleum International (QPI) e uma com a estatal mexicana Pemex.

Shell e QPI atuam juntas no Brasil na produção do Parque das Conchas, na parte capixaba da Bacia de Campos, e nesta sexta-feira assinaram o contrato de partilha da produção, junto com a chinesa CNOOC, para a exploração da área de Alto de Cabo Frio Oeste, arrematada no 3o leilão do pré-sal, realizado em outubro do ano passado. Veja aqui como foi a assinatura dos contratos do leilão do pré-sal no Palácio do Planalto.

A parceria da Shell com a QPI pode ser um bom indicativo para o 4o leilão pré-sal, que vai acontecer em 7 de junho. As duas empresas têm demonstrado interesse em projetos de águas profundas, que é o foco atual da petroleira anglo-holandesa.

A Shell vem apostando e vai manter a aposta no Brasil nos próximos anos. Foi o que disse o CEO da Shell, Ben van Beurden, ao presidente Michel Temer, na última semana, quando estiveram reunidos em Davos, na Suíça, durante o Forum Econômico Mundial.


Destaque também para a Petronas, que arrematou sete áreas na concorrência, sendo duas sozinhas e duas em consórcio com a Repsol e Ophir. Uma área foi arrematada em consórcio com a Repsol e tailandesa PTTEP e outra em consórcio apenas com a Repsol. A última área foi venceida em parceria com a italiana Eni.

A estatal mexicana Pemex arrematou três áreas no leilão, sendo uma sozinha, uma em consórcio com a Shell e outra em consórcio com Chevron e Ipex.

A concorrência foi a primeira do governo mexicana a ofertar áreas no Golfo do México e era considerada pela mídia local como a mais aguardada pelas petroleiras.

Uma olhada mais calma mostra o leilão muito parecido com as concorrências realizadas pela ANP para o pré-sal brasileiro no passado, o que pode ser um bom indicativo para nossa próxima concorrência no pré-sal. Tirando a italiana Eni, que na 8a rodada arrematou um bloco exploratório no pré-sal e nunca levou e depois disso nunca mais participou de leilões no Brasil, o perfil de empresas operadoras nas concorrências aqui e no México foi muito parecido.



Editor-Chefe da Agência E&P Brasil

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