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Os candidatos à presidência e algumas ideias para Petrobras

Com a convenção do PPL, que lançou, neste domingo (5), a candidatura de João Goulart Filho à Presidência da República, e a desistência da candidata do PCdo B, Manuela D’Ávila, que pode ser vice do PT na chapa com Fernando Haddad, caso o ex-presidente Lula seja impedido de participar da eleição,  foram encerradas as convenções.  O país terá 13 candidatos à eleição para presidente da República  no dia 7 de outubro.

Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até esta segunda-feira (6/8).

+ A semana energética dos candidatos à presidência



Veja quem são os candidatos a presidente: 

Álvaro Dias (Podemos) 

Podemos confirma Álvaro Dias (de camisa azul) como candidato a presidente da República – Podemos/Direitos reservados

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.

Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.

Álvaro Dias usou o Twitter para criticar no fim do ano passado a política de preços para derivados de petróleo da Petrobras. Sem citar a estatal ou o governo Michel Temer, o parlamentar afirmou que a população está sendo sacrificada com a altas constantes no preços da gasolina e do diesel.

“O ano vai acabar com mais um aumento na gasolina, e certamente 2018 começará com os combustíveis sendo reajustados em janeiro. Mais sacrifício para a população”, disse o parlamentar na sexta-feira 29 de dezembro.

Tem defendido a privatização do “entorno” da Petrobras, mas a manutenção da empresa como estatal.

Cabo Daciolo (Patriota)

Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018 – Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero. 

Ciro Gomes (PDT)

Brasília: PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em convenção nacional que reuniu filiados do partido. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido.

Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.

Ciro Gomes tem dito desde o início de sua campanha que pretende expropriar, com as devidas indenizações, todas as áreas de partilha da produção licitadas pelo governo Michel Temer depois do fim da operação única da Petrobras no pré-sal. Defendeu, durante a greve dos caminhoneiros, a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente, do comando da estatal e afirmou que a atual política de preços da estatal é fraudulenta.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República.

Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou, nesse sábado (4), a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a “dignidade roubada” dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.

Alckmin tem defendido a privatização do “entorno da Petrobras”, mas ja defendeu a privatização total da empresa e voltou atrás.  Agora, reafirma a manutenção da empresa como estatal, sobretudo no pré-sal. Defende também a atração de investimentos privados para o refino no Brasil e campos maduros, sobretudo no Nordeste. 

Guilherme Boulos (PSOL)

O PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente. 

Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia. Vem defendendo também o fim da atual política de preços da Petrobras. “Não vamos privatizar o custo de vida das pessoas”, disse, defendendo que o preço dos combustíveis precisam ser controlados pelo governo. “A política de preços da Petrobrás encheu bolsos em Wall Street e esvaziou as bombas de gasolina no Brasil, postou na quinta, 24.

Henrique Meirelles (MDB)

O ex-ministro Henrique Meirelles durante convenção do MDB em Brasília.

O MDB confirmou, no dia 2 de agosto, o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.

Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano. 

O ex-ministro da Fazenda defende o modelo de privatização da Eletrobras através da pulverização da participação do governo. “Não existe a possibilidade de nenhum grande grupo comprar a Eletrobras e assumir o controle do setor elétrico no país”, disse.

A entrevista aconteceu no mesmo dia que funcionários de todas as empresas do Sistema Eletrobras iniciaram uma paralisação de 72 horas em todo o país contra a privatização da companhia. Eles também pedem a saída do presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior. O diretor da Confederação Nacional dos Urbanitários e da Associação dos Empregados da Eletrobras, Emanuel Mendes, disse que a greve tem a adesão de 90% dos funcionários, apesar de decisão judicial do Tribunal Superior do Trabalho que determinou que 75% dos funcionários continuem trabalhando.

A Eletrobras afirma “que não dispõe de recursos suficientes para realizar os investimentos necessários em geração e transmissão de energia elétrica no país e, portanto, a capitalização da companhia tem por objetivo garantir a sua sustentabilidade”. 

Meirelles defendeu também a criação de um fundo de estabilização do combustível para reduzir o impacto da variação do preço do petróleo no mercado internacional no custo dos combustíveis para os consumidores na bomba. Parte do acordo anunciado pelo governo prevê que o preço do diesel será reduzido em 10% nas refinarias da Petrobras e ficará fixo. O valor referência será de R$ 2,10. Os custos da primeira quinzena, estimados em R$ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União, que reembolsará a empresa.

Jair Bolsonaro (PSL)

PSL lança candidatura deJair Bolsonaro a presidente à presidência da República.

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado, no dia 22 de julho, como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. O vice é o general Hamilton Mourão, do PRTB.

Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente. O candidato prometeu ainda privatizar estatais. 

Em seus 28 anos como deputado federal, Bolsonaro também já votou contra e a favor do monopólio da Petrobras. Em 1995, o parlamentar, que era opositor de propostas de privatização, foi contrário ao fim do monopólio na exploração de petróleo e se opôs também à Lei do Petróleo de 1997, que permitiu pesquisas no setor feitas por empresas estrangeiras. Já em 2016, Bolsonaro votou a favor do PL 4567/16, que pôs fim à exclusividade da Petrobras na exploração do pré-sal e permitiu que companhias de outros países atuassem na região.

Em junho último, o pré-candidato à presidência votou favoravelmente ao PL do deputado José Carlos Aleluia (DEM/BA), que libera a Petrobras para vender até 70% das áreas cedidas onerosamente na Bacia de Santos e também no projeto que libera a venda das distribuidoras da Eletrobras.

João Amoêdo (Partido Novo)

Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente – Rovena Rosa/Agência Brasil

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista, no dia 4 de agosto. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.

João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais, inclusive a Petrobras. Recentemente, afirmou que a privatização das refinarias da estatal levaria competitividade ao setor.

João Goulart Filho (PPL)

João Goulart Filho concorrerá a presidente pelo PPL – PPL/Direitos reservados

O PPL lançou, no dia 5 de agosto, João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela ditadura militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo.

O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília. Algumas propostas do candidato são a redução drástica dos juros da dívida pública para dar condições ao Estado de investir no desenvolvimento social, o resgate da soberania, o controle das remessas de lucros das empresas estrangeiras e a revisão do conceito de segurança nacional.

José Maria Eymael (DC)

Convenção Nacionald do Partido Social Democrata Cristão lança Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou, no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Convenção Nacional do PT para lançamento da candidatura de Lula para presidente, na Casa de Portugal.

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu, na convenção, uma carta escrita por Lula, onde ele afirmou que “querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas”.

Em um café da manhã com jornalistas no final do ano passado no Instituto Lula, o ex-presidente afirmou que pretende rever, caso seja eleito, o fim da operação única da Petrobras no pré-sal incentivando a discussão no Congresso Nacional. Também já indicou diversas vezes que pretende fazer com que a Petrobras volte a ser indutora do desenvolvimento econômico do país.

“Eu quero que todo mundo saiba: se eu voltar a disputar as eleições eu vou ganhar. E a Petrobras vai voltar a ser do povo brasileiro. A Caixa não será privatizada. O Banco do Brasil voltará a ser banco público. E eu vou ganhar sem ódio. A Petrobras é um instrumento de desenvolvimento. Não é apenas um fura poço. É uma empresa de incentivo tecnológico e científico”, firmou recentemente o ex-presidente.

Marina Silva (Rede)

Marina Silva e Eduardo Jorge participam de convenção da REDE (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.

Em sua primeira semana como pré-candidata oficial da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, usou as redes sociais para pedir uma mobilização contra a aprovação da MP do Repetro, apelidada pela oposição ao governo Michel Temer de MP do Trilhão.

Em vídeo divulgado, Marina Silva classificou a MP do Repetro de um “abuso do poder político e poder econômico”, citando o estudo da Câmara dos Deputados que calcula que o Brasil deixará de arrecadar cerca de R$ 1 trilhão até 2040 se o texto for aprovado no Congresso.

Vera Lúcia (PSTU)

Vera Lúcia é a candidata do PSTU – Romerito Pontes/Direitos Reservados

Em convenção nacional, o PSTU oficializou, no dia 20 de julho, a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora.

O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.



Editor-Chefe da Agência E&P Brasil

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