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Petróleo fecha com direções opostas no WTI e Brent após relatório da Opep

Investing.com – Os preços do petróleo fecharam com ligeira alta nos EUA mesmo depois do relatório mensal da Opep ter mostrado um aumento na produção no mês passado.

Na Bolsa Mercantil de Nova York, o contrato futuro do WTI para entrega em julho subiu 0,39%, para US$ 66,36 por barril, enquanto Brent, em Londres, cedeu 0,89% e encerrou a sessão negociado a US$ 75,78 o barril.

A Opep afirmou em seu relatório mensal publicado na manhã desta terça-feira não ter um cenário claro para o setor nos próximos meses.

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“Desenvolvimentos recentes no mercado de petróleo levaram a uma incerteza pronunciada sobre o segundo semestre do ano”, disse o cartel no documento.

A Opep também anunciou que a produção de petróleo dos membros subiu 35 mil barris/dia em maio, para uma média de 31,87 milhões de barris por dia.

A maior responsável pela guinada de aumento foi a líder do grupo, Arábia Saudita, que elevou em 85,5 mil b/d a extração, seguida por 39 mil b/d na Argélia e 27,7 mil b/d do Iraque.

Os números oficiais do reino, contudo, diferem dos extraídos de fontes secundárias para a formação do documento da Opep e mostram um cenário ainda mais forte de produção. Os sauditas contabilizam uma elevação em 161,4 mil b/d em maio, o que levou o total acima de 10 milhões de b/d.

Os dados confirmam matéria do WSJ, que, na semana passada, informou que a Arábia Saudita tinha elevado sua extração.

A maior produção, contudo, foi parcialmente compensada por quedas na Nigéria (-85,5 mil b/d), Venezuela (-42,5 mil b/d) e Líbia (-24,3 mil b/d).

O Irã, que enfrentará o retorno das sanções norte-americanas, mostrou estabilidade em maio. A extração ficou em 3,829 milhões de b/d, na média do executado em 2017 e nos primeiros meses de 2018.

O aumento de produção da Opep ocorre na semana anterior à reunião do grupo, quando os investidores aguardam informações se o cartel vai relaxar o acordo de corte na produção.

Em vigor desde janeiro do ano passado, o pacto entre a Opep e grandes exportadores como a Rússia prevê a retirada de 1,8 milhões de barris/dia no mercado com o objetivo de reduzir os estoques globais ao reequilibrar a oferta e demanda com o estabelecimento de cotas de produção por país. O acordo foi renovado até o fim deste ano.

Hoje à noite, o grupo privado norte-americano API publica seus números de estoques, tido como uma prévia dos dados oficiais da EIA, que saem amanhã. A expectativa do mercado é que a agência do governo mostre queda de 2,744 milhões de barris nos estoques.


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