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Petrobras anuncia venda de campos na África. Veja tudo que está sendo vendido

O FPSO gigante instalado no campo de Agbami, na Nigéria
O FPSO gigante instalado no campo de Agbami, na Nigéria

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (7/11) a venda de 100% da sua participação na Petrobras Oil & Gas B.V. (POGBV), joint venture formada pela Petrobras (50%), BTG Pactual E&P B.V. (40%) e Helios Investment Partners (10%). A empresa tem participação em dois blocos em águas profundas na Nigéria, onde estão os campos Akpo e Agbami; o campo de Egina, em fase de desenvolvimento e com o início da produção previsto para o final de 2018; além da descoberta de Preowei, que atualmente está sendo avaliada.

Os campos gigantes de Akpo e Egina são operados pela Total e o de Agbami é operado pela Chevron. A apropriação de reservas líquidas da POGBV é de 204 milhões de barris e a produção atual é de 48 mil barris por dia, com expectativa de atingir cerca de 75 mil  barris dia até 2019.

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A Petrobras está atualmente vendendo mais de uma centena de ativos, sobretudo na área de Exploração e Produção. São projetos em oito estados brasileiros, que podem colocar novos operadores no país, e também no Paraguai, onde a empresa está vendendo seus ativos de distribuição de combustíveis, e agora na Nigéria, onde vende projetos de produção.

São ao todo 104 projetos de desinvestimentos no E&P até o momento. O estado do Rio Grande do Norte, que concentra grande parte da venda dos campos maduros em terra, é o que mais possui projetos à venda. São 47 campos sendo vendidos, sendo 41 em terra em seis no mar.

No Rio de Janeiro, onde está localizada a Bacia de Campos, a empresa está vendendo 15 campos offshore, divido em quatro polos. A maior parte dos ativos engloba o projeto de venda dos campos em águas rasas da Petrobras e incluiu campos como Enchova e Vermelho. Também está sendo vendido o campo de Maromba, parceira com a Chevron em águas Profundas.

O Plano de Desinvestimentos e Parceiras é uma das principais medidas da atual gestão da Petrobras para reduzir seu endividamento, que no segundo trimestre estava na casa de R$ 100 bilhões. A meta da empresa é chegar em 2018 com alavancagem na casa de 2,5, um considerável redução na comparação com os 5,3 registrados em 2015. A estatal espera vender até o fim do próximo ano US$ 19,5 bilhões em ativos.



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