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Outros seis FPSOs em produção ainda em 2018

O FPSO Cidade de Saquarema operando no campo de Lula Central na Bacia de Santos. Foto: Cortesia PAC

A entrada em operação do FPSO Petrojarl I, primeiro projeto de produção 100% privado da Bacia de Santos, reduziu para seis as unidades de produção que devem entrar em operação ainda em 2018. Todas as unidades serão instaladas em campos operados pela Petrobras, sendo um FPSO afretado e outros cinco próprios.

Ainda no primeiro semestre a Petrobras deve colocar em operação o FPSO Campos de Goytacazes, que vai produzir no campo de Tartaruga Verde, em águas profundas da Bacia de Campos. A Petrobras está atualmente vendendo até 50% do projeto no seu programa de desinvestimentos e parcerias.

No segundo semestre, outras cinco plataformas próprias estão programadas para entrar em operação na Bacia de Santos. São dois FPSOs no campo de Lula – P-67 e 69 – , que fecham o desenvolvimento da produção do maior campo do país. Outros dois FPSOs no campo de Búzios – P-75 e P-76 – e uma unidade no campo de Berbigão, o FPSO P-68.

Se conseguir cumprir o cronograma na risca a Petrobras chegará ao fim do ano com seis dos oito FPSOs próprios atualmente em construção em operação. Outras duas unidades estão previstas para começar a produzir no próximo ano – P-70 e P-77 . O FPSO P-71, que teve a conversão do casco recentemente contratada na China, não está no cronograma do atual Plano de Negócios da empresa.

A Petrobras precisa fechar o ciclo de construção de seus FPSOs próprios, iniciado há quase uma década. Em setembro de 2008, a petroleira anunciou que sua diretoria havia aprovado a contratação de 10 FPSOs próprios para o pré-sal, sendo os dois primeiros afretados e os oito demais. 

A decisão da Petrobras de voltar a olhar a contratação de unidades de produção próprias deve gerar encomendas ao mercado brasileiro somente a partir de 2020. O cálculo leva em consideração os três anos de antecedência do início da produção que a empresa precisa para contratar os sistemas de produção.

Dois anos é e deve ser considerado um período de curtíssimo prazo. Sobretudo na indústria do petróleo, onde projetos podem levar uma década para maturar. Ou mais. A QGPE colocou em operação na última semana o campo de Atlanta, que teve seu contrato de concessão assinado em agosto de 1998.

Mas quando um projeto de construção é tocado por uma estatal o imprevisível também faz parte da conta. Ou alguém hoje pode afirmar qual será a diretoria da Petrobras em maio de 2020?




Editor-Chefe da Agência E&P Brasil

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