Monitor da perfuração: 1º semestre de 2018

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O primeiro semestre da perfuração brasileira registrou algumas novidades exploratórias. Petrobras voltou a prospectar o offshore do Espírito Santos, após um hiato de dois anos, e Equinor iniciou a sua campanha como operadora de Carcará, no pré-sal de Santos.

A Equinor fez sua estreia na operação de Carcará, com a perfuração do 1-STAT-10-SPS – que precisou ser repetido, daí o segundo poço 1-STAT-10A-SPS. Neste caso, foram confirmados novos indícios de petróleo.

Já a Petrobras perfurou o 1-BRSA-1360-ESS, no blocos ES-M-596 – primeiro poço em um bloco da 11ª rodada, de 2013, na bacia offshore do Espírito Santo. Entretanto, o poço pioneiro foi concluído sem novos registros de petróleo ou gás natural – a reclassificação final ainda não está disponível nos dados da ANP. O ES-M-596 faz parte de um conjunto de nove blocos em águas profundas onde Petrobras e Equinor são sócias.

A Petrobras não contratava poços exploratórios em blocos marítimos do Espírito Santo desde março de 2015. De lá para cá foram feitas perfurações exploratórias apenas no campo de Golfinho. Por sinal, o campo de Golfinho chegou a entrar no plano de desinvestimento, mas o negócio não foi para frente e nem voltou a ser lançado.

Balanço do 1S18 - exploração

Quanto aos investimentos em ativos de produção, destaque em terra para o Recôncavo, com a perfuração de dez novos poços da Petrobras. E, no offshore, para a Bacia de Campos, com investimentos da própria Petrobras, PetroRio e Equinor.

A demanda ainda é baixa em comparação com o período pré-crise e, entre os ativos marítimos, está concentrada nas bacias de Santos e Campos.

Balanço do 1S18 - produção (2)

Ao todo, foram perfurados 101 poços no 1º semestre de 2018, sendo 39 marítimos e 62 em terra. Enquanto a atividade no offshore permanece estável desde 2015, a demanda por novos poços em terra cai, refletindo a redução de investimentos em novos poços de produção, principalmente, na Bacia Potiguar.

Em comparação com o ano passado, a demanda em terra foi 23% menor. Bacia Potiguar foram perfurados 19 poços a menos nos primeiros seis meses deste ano, totalizando 46 perfurações, diferença puxada pela redução nos novos poços de Estreito, campo operadora pela Petrobras onde foram perfurados 41 dos 62 poços do semestre.

Em linhas gerais, a atividade de perfuração offshore, em número total de poços, está estável desde 2015, em um patamar inferior ao que foi visto na virada da década. Contudo, no primeiro semestre de 2018 há uma mudança do perfil, com menos poços de exploração e desenvolvimento e mais poços especiais, que são aqueles que não se enquadram nas categorias definidas pela ANP, como poços pioneiros ou de produção.

Balanço do 1S18