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Meirelles defende privatização da Eletrobras e fundo para combustíveis

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato à Presidência da República, Henrique Meirelles (MDB), defendeu na noite de ontem, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o modelo de privatização da Eletrobras através da pulverização da participação do governo. “Não existe a possibilidade de nenhum grande grupo comprar a Eletrobras e assumir o controle do setor elétrico no país”, disse.

A entrevista aconteceu no mesmo dia que funcionários de todas as empresas do Sistema Eletrobras iniciaram uma paralisação de 72 horas em todo o país contra a privatização da companhia. Eles também pedem a saída do presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior. O diretor da Confederação Nacional dos Urbanitários e da Associação dos Empregados da Eletrobras, Emanuel Mendes, disse que a greve tem a adesão de 90% dos funcionários, apesar de decisão judicial do Tribunal Superior do Trabalho que determinou que 75% dos funcionários continuem trabalhando.

A Eletrobras afirma “que não dispõe de recursos suficientes para realizar os investimentos necessários em geração e transmissão de energia elétrica no país e, portanto, a capitalização da companhia tem por objetivo garantir a sua sustentabilidade”. 

Também ontem a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu derrubar na Justiça do Rio de Janeiro a decisão que impediu o leilão de seis distribuidoras da Eletrobras. Na semana passada, o leilão foi suspenso por decisão da juíza Raquel de Oliveira Maciel da 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, na última terça-feira (5), no âmbito de uma ação civil pública movida por sindicatos de trabalhadores.

Meirelles afirmou defendeu também a criação de um fundo de estabilização do combustível para reduzir o impacto da variação do preço do petróleo no mercado internacional no custo dos combustíveis para os consumidores na bomba. Parte do acordo anunciado pelo governo prevê que o preço do diesel será reduzido em 10% nas refinarias da Petrobras e ficará fixo. O valor referência será de R$ 2,10. Os custos da primeira quinzena, estimados em R$ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União, que reembolsará a empresa.

A E&P Brasil mostrou os detalhes do acordo entre o governo e os caminhoneiros e apresentou em gráficos a evolução dos preços dos combustíveis no Brasil




Guilherme Serodio é editor de Política da E&P Brasil

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