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Marina Silva pede mobilização contra MP do Repetro

Marina Silva é pré-candidata à presidência pela Rede Sustentabilidade

Em sua primeira semana como pré-candidata oficial da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, usou as redes sociais para pedir uma mobilização contra a aprovação da MP do Repetro, apelidada pela oposição de MP do Trilhão.

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (11/12), Marina Silva classificou a MP do Repetro de um “abuso do poder político e poder econômico”, citando o estudo da Câmara dos Deputados que calcula que o Brasil deixará de arrecadar cerca de R$ 1 trilhão até 2040 se o texto for aprovado no Congresso.

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“É fundamental a mobilização para não permitir esse tipo de abuso do poder político e poder econômico e que o Congresso Nacional dê uma resposta à altura àqueles (o governo de Michel Temer) que punem os cidadãos brasileiros e tentam favorecer empresas estrangeiras”, afirmou a pré-candidata.

Em suas críticas, Marina Silva destacou que o governo tenta passar a MP em um momento de fragilidade das contas públicas nacionais, o que chamou de um “aceno, com um chapéu do cidadão brasileiro, para as empresas estrangeiras fazerem a exploração de um recurso altamente impactante do ponto de vista ambiental, trazendo problemas para as mudanças climáticas”.

Na última pesquisa Datafolha, de 4 de dezembro, Marina Silva tem entre 10% e 11%, ficando em terceiro lugar nas intenções de voto, dentro dos cenários que incluem o ex-presidente Lula, que, por sua vez, lidera a pesquisa com 36% a 37%. Nesses cenários, Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 18%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

A candidatura de Marina Silva foi oficializada pela Rede no dia 2 de dezembro. Ex-ministra do governo Lula e ex-senadora pelo Acre (1995 a 2011), Marina concorreu à presidência em 2010 e 2014 e, desde então, é porta-voz nacional da Rede, que ajudou a fundar.

Ao fim da campanha de 2014, Marina Silva ficou em 3ª lugar, fora do segundo turno, mas totalizando 21% dos votos válidos. Na reta final da campanha, declarou apoio ao tucano Aécio Neves, que perdeu para a então presidente Dilma Rousseff.




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