GRÁFICOS: evolução dos preços dos combustíveis

Parte do acordo anunciado pelo governo prevê que o preço do diesel será reduzido em 10% nas refinarias da Petrobras e ficará fixo. O valor referência será de R$ 2,10. Os custos da primeira quinzena, estimados em R$ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União, que reembolsará a empresa.

O governo garantiu que a fórmula será renovada de 30 em 30 dias.

A partir da primeira quinzena, o preço do diesel nas refinarias voltará a ser ajustado, para fins de cálculo do ressarcimento, conforme a política de preços da Petrobras.

A partir daí, governo e Petrobras farão um encontro de contas: se a fórmula (paridade com os preços internacionais) indicar que a Petrobras perdeu, o governo paga a diferença; se a diferença for positiva para a petroleira, gera-se um crédito para o período seguinte.

+ Os detalhes do acordo

 

A variação acumulada dos preços dos combustíveis este ano, até abril, é de 3,9% para o diesel, 3,2% para o diesel S10 e 1,5% para a gasolina. No mesmo período, o IPCA acumulado é 0,9%. Pesam no aumento do combustível o câmbio (dólar valorizou 5,9%) e a recente disparada dos preços do barril de petróleo (Brent subiu 12,9%).

Pedro Parente assumiu (e reiterou esta semana) que o compromisso da Petrobras é em gerar valor para os seus acionistas e uma das medidas é a política de preços de combustíveis, de "nunca" praticar preços abaixo da paridade internacional.


Consulte os dados mais recentes compilados pela ANP (abril de 2018) e veja o peso de cada parcela da composição dos preços da gasolina e do diesel.