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Como a Petrobras pretende revitalizar o campo de Marlim

Funcionário da Petrobras na plataforma P-37, no campo de Marlim - Foto: Agência Petrobras

A Petrobras deve licitar em 2018 o afretamento do primeiro FPSO para ser instalado no projeto de revitalização do campo de Marlim, área de águas profundas da Bacia de Campos. A empresa vai descomissionar todas as oito plataformas hoje em operação no campo e substituí-las por duas novas plataformas do tipo FPSO. O projeto envolve também o campo de Voador 

Os campos de Marlim e Voador tiveram seus contratos de concessão ampliados recentemente pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) por conta da oportunidade de investimento vislumbrada pela Petrobras. Agora, a Petrobras pode produzir nas áreas até 2052.

O Campo de Marlim, descoberto em janeiro de 1985 com a perfuração do poço 1-RJS- 219A, localiza-se na porção nordeste na Bacia de Campos, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, a cerca de 110 km à leste do Cabo de São Tomé. O campo está em lâmina d’água que varia entre 650 e 1.050 metros, e ocupa uma área de 149,4 km².

A noroeste de Marlim está situado o campo de Voador, com lâmina d’água variando de 400 a 700 m e ocupando uma área de aproximadamente 21 km². A descoberta foi feita pelos poços RJS-377 e RJS-403 em agosto de 1987 e maio de 1989, respectivamente.

E como será o projeto de revitalização?

O projeto de Revitalização do campo de Marlim planeja perfuração de 10 novos poços, sendo quatro poços para a primeira plataforma e seis poços para a segunda plataforma. Da atual malha de drenagem de Marlim está sendo previsto, para o FPSO 1, o remanejamento de 21 poços produtores e 17 poços injetores, que serão interligados através de manifolds submarinos, à exceção de quatro produtores e dois injetores que serão interligados diretamente ao FPSO.

Para a UEP2, está sendo previsto o remanejamento de 19 poços produtores e 15 poços injetores, que serão interligados através de manifolds submarinos, à exceção de quatro produtores e um injetor que serão interligados diretamente ao FPSO.

E o gás natural?

O gás produzido deverá ser utilizado para geração de energia a bordo das plataformas e o excedente será exportado. O sistema de escoamento de gás terá duas rotas para exportação, uma principal e uma secundária, para permitir flexibilidade na malha de escoamento.

O sistema principal contempla o lançamento de dois novos gasodutos de exportação, entre cada um dos novos FPSOs e o PLEM-MRL-1, seguindo pela malha já existente da Bacia de Campos até a a Plataforma de Namorado (PNA-1). A partir daí o gás é enviado para o terminal em terra.

O sistema secundário contempla um gasoduto de 9,13 km entre o FPSO da Área Sul e o PLET-MLL-002. Essa rota secundária será compartilhada com entre as unidades operacionais Bacia de Campos e Rio de Janeiro

 As duas plataformas terão capacidade para produzir 100 mil barris por dia de petróleo e processar 6 milhões de m3 por dia de gás natural. A previsão é que a primeira unidade comece a produzir no segundo trimestre de 2020 e a segunda, no quarto trimestre de 2021.


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