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Como o apagão repercutiu entre presidenciáveis?

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse nesta quinta-feira que uma das possibilidades do apagão ocorrido quarta-feira (21), que atingiu todas as regiões do país, afetando principalmente estados do Norte e Nordeste, é que tenha se dado em razão de um erro de programação que derrubou uma linha de transmissão de Belo Monte.

O ministro disse que foi informado pelo Operador Nacional do Sistemas (ONS) de que no momento da perturbação, a carga da linha, de 2 mil megawatts (MW) dobrou para 4 mil MW. A linha estaria ajustada para uma carga mais baixa do que os 3,7 mil. A queda de energia que deixou cerca de 70 milhões de pessoas sem energia, teria se dado em um linhão operado pela empresa chinesa State Grid e que entrou em operação em dezembro do ano passado.

“Pelo volume de energia que passava naquele momento pela subestação, 4 mil MW, ter derrubado 18 mil megas, segundo me repassaram, esse número está dentro do aceitável”, disse o ministro, acrescentando que a informação foi dada pelo diretor do ONS Luiz Barata.

Questionado se o problema poderia ter ocorrido em razão do equipamento da empresa chinesa, o ministro disse que somente após a apuração do ONS haverá uma resposta efetiva. “Eu não sei se foi o equipamento, foi falha técnica ou se foi falha humana. Isso a ONS vai descobrir e a gente vai saber quando tiver um relatório mais técnico”, disse.

“O ONS vai ter dez dias para averiguar as causas do problema e se teve algum tipo de mecanismo de defesa que era para funcionar e não funcionou, essa resposta eles esperam ter em uma semana, dez dias no máximo”, acrescentou.

Na segunda-feira (26), o ONS vai realizar uma reunião com as empresas envolvidas no apagão para averiguar o ocorrido. “A determinação das causas da perturbação exige a análise de uma grande quantidade de informações e já está em curso. A reunião com as empresas envolvidas para a elaboração do Relatório de Análise da Perturbação será realizada na segunda-feira, no ONS, no Rio de Janeiro”, disse hoje (22) o ONS por meio de nota.

E como repercutiu entre os presidenciáveis?

O apagão foi tema de vários dos pré-candidatos à presidência da República. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), os ex-presidentes Lula e Fernando Collor de Mello, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL/RJ) não se manifestaram sobre o tema. Os demais candidatos usaram as redes sociais para falar, cada um de sua forma, sobre a falta de energia que atingiu 70 milhões de pessoas em diversos estados brasileiros. 

 




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