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Azibras compra 30% do campo de Atlanta

O campo de Atlanta vai começar a produzir no primeiro trimestre de 2018 a partir do FPSO Petrojarl I, da Teekay
O campo de Atlanta vai começar a produzir no primeiro trimestre de 2018 a partir do FPSO Petrojarl I, da Teekay

A Dommo Energia (antiga OGX) anunciou na madrugada desta quarta-feira (18/10) que vendeu para a Azibras 30% de sua participação na área do antigo bloco BS-4, onde estão os campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos. A empresa com sede em Bermuda vai pagar os cash calls em atraso acrescidos de valores relativos ao Capex até o primeiro óleo do projeto, totalizando aproximadamente US$ 33 milhões, além de pagamentos contingentes no montante de aproximadamente US$30 milhões.

A Dommo continuará com 10% de participação na área, que deve produzir o primeiro óleo no primeiro trimestre do próximo ano com o FPSO Petrojarl I, que foi afretado à Teekay e reconvertido no estaleiro Damen, na Holanda.

O campo de Atlanta é operado pela Queiroz Galvão E&P (30%) e, além da Dommo Energia (40%), tem a Barra Energia (30%) como sócia. A negociação ainda depende da aprovação das autoridades brasileiras, incluindo o Cade e a ANP.

E o negócio não é o único que muda a estrutura societária de projetos operados pela QGEP. A empresa também está repetindo a parceria que fez na 14a rodada da ANP para ativos na Bacia de Sergipe-Alagoas para os blocos que arrematou na 13a rodada, realizada em 2015. Com isso, ExxonMobil e Murphy Oil passarão a ter também 30% e 20%, respectivamente, de participação nos blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428. 

O farm-out parcial da QGEP em Sergipe já está em análise no Cade. “Esses acordos de farm-out estão alinhados com nossa estratégia em reter o potencial upside do nosso diversificado portfólio exploratório, mantendo uma abordagem disciplinada de gastos de capital” comentou Sr. Lincoln Guardado, CEO da QGEP. “SergipeAlagoas é uma bacia bem estabelecida com produção de óleo e gás em terra, águas rasas e ultraprofundas e reconhecida como uma área de baixo risco exploratório. Essa transação confirma a decisão correta da Companhia em adquirir blocos durante um período difícil da indústria de óleo e gás.

Editor-Chefe da Agência E&P Brasil

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