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4 FPSOs com contrato de afretamento vencendo

O mercado brasileiro de FPSOs passará em 2018 pelo encerramento do contato de afretamento de quatro FPSOs que estão produzindo nas bacias de Campos e Sergipe. Os dados foram levantados a partir da ferramenta de FPSOs da E&P Brasil.

Três das unidades de produção são afretadas pela Petrobras. A empresa diz, por meio de sua assessoria de imprensa, que analisa a conveniência de renovação de seus contratos em alinhamento com os objetivos de seu Plano de Negócios e Gestão 2018-2022.

A quarta unidade, o FPSO OSX-3, está afretado à Dommo Energia, que produz no campo de Tubarão Martelo, que está sendo devolvido pela petroleira à ANP.

Veja abaixo um panorama dos FPSOs que têm contratos vencendo em 2018:

FPSO Cidade de Niterói

Neste mês vence o contrato de afretamento entre a Petrobras e Modec para o FPSO Cidade de Niterói, que está produzindo no campo de Marlim Leste desde fevereiro de 2009. O contrato tem possibilidade de renovação por mais seis anos.

A plataforma tem capacidade para produzir 100 mil barris por dia de petróleo e comprimir 3,5 milhões de m3 por dia de gás natural. De acordo com dados da ANP, a unidade produziu 24,1 mil barris por dia e 437 m3 por dia no mês de outubro. É o último registro de produção da plataforma nos dados da agência.

FPSO Cidade de Rio das Ostras

Utilizado pela Petrobras para Testes de Longa Duração na Bacia de Campos, o FPSO Cidade de Rio das Ostras, afretado à Teekay, tem seu contrato de afretamento vencendo em agosto deste ano. A unidade tem capacidade para produzir 25 mil barris por dia de petróleo e produziu em novembro do ano passado, de acordo com dados da ANP, 7,2 mil barris por dia no campo de Tartaruga Verde.

A Petrobras vai iniciar ainda em 2018 a produção do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes em Tartaruga Verde, que foi afretado à Modec. A unidade tem capacidade para produzir 150 mil barris por dia de petróleo e deve sua integração feita no Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis.

FPSO Piranema

Termina em outubro o contrato de afretamento do FPSO Piranema, primeira unidade de produção no formato cilíndrico do mundo e que é responsável pela produção do campo homônimo, em águas profundas da Bacia de Sergipe. O FPSO tem capacidade para produzir 25 mil barris por dia de petróleo.

O contrato entre a Petrobras e a Teekay Offshore possui a possibilidade de renovação por mais 11 anos.

O FPSO Piranema produziu, de acordo com dados da ANP, 4,2 mil barris por dia e 1,6 milhão de m3/dia de gás natural no mês de novembro.

FPSO OSX-3

Único projeto de produção operado pela Dommo Energia, ex-OGX, o campo de Tubarão Martelo já está em devolução para a ANP e deve ter sua unidade de produção, o FPSO OSX-3, afretado com a OSX, descomissionada ainda em 2018.

O FPSO tem capacidade para produzir 100 mil barris por dia de petróleo e foi construído pela Modec, contratada pela OSX em 2011 para fazer todo o EPC da unidade de produção. Entrou em operação em dezembro de 2013.

Seu descomissionamento representa o fim da produção das unidades pensadas e desenhadas pela OGX e OSX, então braços da holding EBX, de Eike Batista. O FPSO OSX-1 foi o primeiro a entrar em operação, em janeiro de 2012, e a produção interrompida em setembro de 2015. O FPSO OSX-2 foi construído pela SBM Offshore e nunca chegou a produzir.





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