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14 campanhas para aquisição de dados sísmicos em licenciamento

Ibama emitiu 23 autorizações para sísmica em 2017, entre licenças, retificações e prorrogações de licenças e autorizações para coleta de material. Foto: Cortesia CGG
Ibama emitiu 23 autorizações para sísmica em 2017, entre licenças, retificações e prorrogações de licenças e autorizações para coleta de material. Foto: Cortesia CGG

O Ibama possui 14 projetos de aquisição de dados sísmicos no offshore brasileiro com licenciamento em andamento desde o ano passado. Levantamento feito pela E&P Brasil nos dados públicos do órgão ambiental indica que a Petrobras é atualmente a principal demandante de licenças em projetos. A petroleira vem antecipando seus licenciamentos e transferindo para as Empresas de Aquisição de Dados (EADs) a licença após a contratação do serviço.

No último ano, a CGG foi a empresa que mais conseguiu autorizações do Ibama. Entre licenças, renovações de licenças e até retificações de licenças, foram ao todo 11 projetos autorizados. A Petrobras ficou em segundo lugar com sete projetos de sísmica liberados. Spectrum, com aquisições no Ceará e Campos e Santos, fica em terceira da lista, que conta ainda com uma licença emitida para a PGS.

Abaixo, um panorama dos projeto atualmente em licenciamento no Ibama.

CGG licencia campanha em áreas da 15a rodada nas bacias de Campos e Santos

A CGG está licenciando com o Ibama a aquisição de 35.806 km² dados 3D na região onde estão localizados os blocos offshore que serão licitados nas bacias de Campos e Santos na 15a rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que acontecerá no próximo dia 29 de outubro.agência recebeu 22 duas inscrições para o leilãosendo 17 inscrições para o offshore e outras cinco, para terra.

 

Spectrum licencia campanha 3D na Bacia de Santos

A Spectrum iniciou o licenciamento ambiental para campanha de aquisição de dados sísmicos 3D em área onde serão ofertados blocos exploratórios na 16a rodada de licitações e também no 5o leilão do pré-sal, ambos previstos para 2019. De acordo com dados enviados ao Ibama, a área total da aquisição será de 38.018,29 Km2.

3D com nodes em Búzios

A Petrobras requereu ao Ibama licença para aquisição de dados sísmicos 3D, com nodes, no campo de Búzios, área da cessão onerosa do pré-sal da Bacia de Santos. O pedido de licença foi protocolado pela petroleira no último dia 23 de janeiro no órgão ambiental.

A campanha será feita pela Seabed Geosolutions, que venceu licitação feita pela petroleira no ano passado, um contrato avaliado em US$ 90 milhões. A previsão é que toda a campanha dure sete meses e levante 1,6 mil km² de área coberta por nodes, com uma área de tiro de 2,7 mil km².

 

Sísmica em Marlim, Voador e Albacora

 A Petrobras está licenciando uma campanha para aquisição marítima multi azimuth com objetivos 3D e 4D nos campos de Albacora, Marlim e Voador, na Bacia de Campos. A campanha será realizada numa área de aproximadamente 2175 km², sendo aproximadamente 1414 km² a área efetiva de cobertura total. 

Durante a execução da atividade, as embarcações envolvidas poderão utilizar os Portos do Rio de Janeiro (CIA DOCAS do Rio de Janeiro – CDRJ), o Terminal I do Complexo Portuário de Niterói, o Porto do Forno, em Arraial do Cabo, o Porto de Imbetiba, em Macaé ou o Porto do Açu, em São João da Barra.

 4D em Roncador e Albacora Leste

A Petrobras pretende realizar a partir deste ano uma campanha 4D nos campos de Roncador e Albacora Leste da Bacia de Campos, utilizando a tecnologia streamer Narrow Azimuth, com o objetivo de adquirir dados sísmicos proprietários por um período aproximado de 120 dias. 

A área de dados a ser adquirida é de aproximadamente 892 km², enquanto a área de tiros abrange 1128 km² e a área de manobra do navio 2392 km². O arranjo de cabos terá a configuração de 12 cabos com comprimento de 6000 metros e espaçamento entre eles de 50 metros, totalizando uma largura de 550 metros.

 PetroRio licencia sísmica na Foz

 A PetroRio licencia projeto para aquisição de dados sísmicos 3D proprietários na ára do bloco exploratório FZA-M-539, na Bacia da Foz do Amazonas. A área, arrematada na 11a rodada da ANP pela Brasoil, entrou no portfólio da empresa depois que a PetroRio comprou 100% do capital da Brasoil, operação concluída em março deste ano.

A campanha da PetroRio na Foz prevê a aquisição de 1.536 km2 de dados durante um período que deve variar entre 22 e 25 dias. A expectativa da empresa é iniciar a aquisição em meados do próximo ano. O Porto de Belém será utilizado como base de apoio para a campanha.

BGP estuda spec terrestre em Alagoas

A chinesa BGP estuda realizar uma campanha para aquisição de dados sísmicos 3D, não exclusivos, na área do campo de Pilar, na parte onshore da Bacia de Sergipe-Alagoas. O campo está localizado a 20 km da cidade de Maceió e ocupa parte da área dos municípios de Pilar, Marechal Deodoro, Satuba e Rio Largo.

De acordo com a empresa chinesa, que faz parte da CNPC, em outubro de 2017, com base nos dados disponibilizados pela ANP, o campo contava com 295 poços perfurados, sendo 32 poços exploratórios e 263 poços de desenvolvimento e produção.

PGS fará sísmica da Queiroz Galvão em Sergipe

A PGS apresentou o melhor preço e deve fazer a campanha de aquisição de dados sísmicos da QGEP na área dos blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428, em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas. A expectativa é que a campanha seja iniciada entre o fim de 2017 e o começo de 2018. Serão adquiridos 4,2 mil km2 de dados.

Os dois blocos foram as únicas áreas offshore arrematadas na 13a rodada de licitações da ANP, realizada em 2013. A QGEP ofertou R$100,0 milhões em bônus de assinatura pela participação nos dois blocos exploratórios, sendo R$63,9 milhões para o Bloco SEAL-M-351 e R$36,1 milhões para o Bloco SEAL-M-428, ambos os valores equivalentes ao bônus mínimo requerido na licitação. No programa exploratório mínimo (PEM) firmado com a ANP, há a previsão de aquisição de sísmica 3D para os dois blocos, o que deverá demandar entre US$15 e 20 milhões. O compromisso de conteúdo local é de 37% na fase de exploração e 55% na fase de desenvolvimento.

3D com nodes em Sépia 

A Petrobras pretende realizar uma campanha para aquisição de dados sísmicos 3D, com nodes, no campo de Sépia, área da cessão onerosa da Bacia de Santos. A ideia é que a campanha seja iniciada em 2019, dois anos antes da entrada em operação do primeiro sistema definitivo de produção do campo, contratado no ultimo mês pela Petrobras com a Modec.

Esta será a segunda campanha feita pela Petrobras com nodes em áreas do pré-sal. Em setembro, o Ibama emitiu a licença ambiental para a Petrobras realizar campanha para aquisição de dados 3D com nodes, no bloco de Libra, primeira área de partilha da produção do país, na Bacia de Santos. A licença é válida até 31 de julho do próximo ano e a campanha está exclusivamente condicionada a ser realizada pela embarcação Artemis Angler.

2D na Foz do Amazonas

A empresa Seaseep Dados de Petróleo também está licenciando levantamento 2D na Bacia da Foz do Amazonas, estando em frente ao estado do Amapá. A área de aquisição dos dados fica em torno de 150 km da costa. O levantamento corresponde a 58 linhas sísmicas 2D.

Spec em Carcará

A Polarcus e PGS estão licenciando campanha para aquisição de dados sísmicos 3D em uma área que abrange o bloco BM-S-8, operado pela Statoil na cluster do pré-sal da Bacia de Santos. A área hoje é operada pela Statoil e tem participacão da ExxonMobil, Galp e Barra Energia no projeto.

3D na Bacia Potiguar

A PGS Offshore inicou o licenciamento de duas campanhas para aquisição de dados sísmicos 3D nas bacias do Espírito Santo e Potiguar. A previsão da empresa é iniciar a aquisição de dados no Rio Grande do Norte em outubro e no Espírito Santos, em janeiro do próximo ano. A campanha capixaba tem previsão de durar 330 dias e a potiguar, 180 dias.

A campanha na Bacia Potiguar vai cobrir a área onde Petrobras, Shell e Wintershall arremataram blocos exploratórios na 15a rodada, realizada mês passado.O polígono da atividade possui 11.603,00 km2 de área e está localizado a 43 km de distância mínima da costa do Rio Grande do Norte, em águas com profundidade superior a 500 metros. As linhas sísmicas e suas manobras serão executadas na direção leste/oeste (E/W). A empresa vai utilizar os portos de Fortaleza, Pecem e Natal para apoio logístico da campanha.

 

3D na Bacia do Espírito Santo

No Espírito Santo, a campanha 3D vai cobrir a área onde estão os blocos exploratórios arrematados por Petrobras e Statoil na 11a rodada da ANP, realizda em 2013. O polígono da atividade possui 28.691,00 km2 de área e está localizado a 51 km de distância mínima da costa do Estado do Espírito Santo, em águas com profundidade superior a 1000 metros. Os portos de Vitória, CPVV-Vila Velha e Rio de Janeiro serão utilizados para logística.

TGS licencia 3D na Bacia de Campos

A TGS iniciou o licenciamento para a aquisição de 9.568 km de dados sísmicos 3D na Bacia de Campos. A empresa, que não possui embarcação própria, ainda vai definir o barco que será utilizado na aquisição, que tem previsão para ser iniciada em julho e durar 210 dias.

A área da campanha está localizada em profundidades superiores a 2.750 m, tendo a cidade de Arraial do Cabo, no região dos Lagos do Rio de Janeiro, o ponto mais próximo da costa, com 150 km de distância. O porto do Rio de Janeiro será utilizado como base logística offshore para toda a campanha.

 



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